A Importância da Figura Paterna

No próximo dia 13 de Agosto será comemorado dia dos Pais e para tal comemoração pensamos em um tema muito significativo, a importância deles na vida de seus filhos, qual é o seu papel, o que a figura paterna significa e a sua indispensável presença durante o desenvolvimento na vida dos seus filhos e filhas. Aqui já fizemos um vídeo contando sobre a nossa paternidade, se ainda não viu, não perca. Só clicar aqui.

Quando se é falado sobre pai, a maioria das pessoas já tem varias concepções, tais como, o presente, o ausente, o carinhoso, o dedicado, o agressivo e por aí vai. Esses fatores contribuem fundamentalmente para que os laços sejam naturalmente mais fortes, no entanto, para a criança, é necessário primeiramente reconhecer-se nos pais e ser reconhecida por eles, para a construção de sua identidade.

Para falar desse assunto delicado e especial temos um texto da nossa parceira e amiga aqui do blog, a psicóloga Brenda Favretto.

Para começarmos: Qual é o papel do pai?

            De acordo com Santos (2016), a função do pai é histórica, sociológica e antropológica de “O provedor”, o que traz alimentação, impõem limites e segurança, mas essas não são as únicas funções, é necessário salientar que o papel do pai é mais importante do que o espaço já determinado na sociedade e é mais do que comprovado, que o reflexo no futuro de uma criança que teve um pai presente em momentos especiais, simples ou casuais é determinante para a formação de sua identidade e este contato pai e filho é preciso ser fortalecido desde a concepção.

A rejeição paterna traz mágoas e marcas profundas, traz dores físicas e emocionais para uma criança; a dor emocional pode ser revivida por anos, levando à insegurança, hostilidade e tendência à agressividade na vida adulta.

Influência da figura paterna no desenvolvimento moral, social, emocional e psicológico da criança.

            A importância da figura masculina na formação da personalidade e identidade da criança desde a infância até sua vida adulta. Crianças que não conheceram limites advindos do pai tendem a irem procura-los em tudo, quando adultos.

Conforme Santos (2016) o ser/indivíduo/pai transcende essas pressuposições medievais e pensando neste viés, é importante sua presença. A relação pai e filho deve ser criada e fortalecida deste da concepção do bebê, é através do pai que a criança descobre o limite, constrói sua personalidade e identidade, constrói característica até sua vida adulta. Claro, a presença do pai vai muito além.

A criança conta com a presença do pai para ajuda-la a separar-se da ligação primária com a mãe, de modo a explorar e descobrir o mundo e as relações, tornando-se mais autónoma e independente.

No momento em que se menciona a figura paterna, esta não quer representar o pai propriamente dito: na ausência do mesmo, a criança poderá encontrar em outras figuras de referência esta representação.

Segundo Cavaca (s/d), para além da autoridade e dos limites, o pai representa o gênero sexual: ao identificar uma figura materna e uma paterna, a criança percebe que existem meninas e meninos – o que contribuirá para a construção de uma identidade de género sólida.

Conforme Cavaca (s/d) a representação da figura paterna serve também, para os meninos como modelo e para as meninas como representante do universo masculino. Através da ligação afetiva com as crianças, transmitindo-lhe amor e carinho, é possível para a criança ser mais segura e confiante – afinal, não é só amada pela mãe, mas também é pelo pai.

A importância da figura paterna que, durante muito tempo, foi remetida para segundo lugar no desenvolvimento emocional da criança, assume atualmente um lugar de excelência, lado a lado com a figura materna.paternidade

REFERÊNCIAS

CAVACA, A. A Importância da Figura Paternal. Disponível em: < http://www.psicologia-lisboa.com/a-importancia-da-figura-paternal/>. Acesso em: 24 de julho de 2017.

SANTOS, E, M. A Importância do Pai na Identidade da Criança. 2016. Disponível em: < http://www.psicologiasdobrasil.com.br/a-importancia-do-pai-na-identidade-da-crianca/>. Acesso em: 24 de julho de 2017

 

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