Cama Compartilhada – É uma solução para os problemas de sono da criança?

Cama compartilhada é um assunto que gera muito discussão  entre os especialistas sobre se deve ser feito ou não. Aqui em casa não fizemos, mas muitas vezes a Clarice dormiu em nossa cama devido ao nosso cansaço de noites e noites em claro. Para falar melhor sobre o assunto temos a especialista em sono infantil e nossa parceira a Michele Melão da Maternity coach.

Saímos da maternidade com diversas informações sobre cuidados com o bebê (banho, fraldas, vacinas, higiene do umbigo) e também sobre amamentação. Muitas maternidades possuem enfermeiras que ensinam a pega correta e o que esperar deste momento, mas e sobre o sono?

A mãe vai para casa com o bebê e os desafios de dias e principalmente noites difíceis começam. Aguentamos por um mês, dois, três, mas uma hora o estado de exaustão chega e começamos a pensar em o que fazer para melhorar as noites de sono. Nesta hora, surgem os palpites de parentes, a experiência de amigas, textos nas redes sociais e blogs. Um mundo de informações que fazem os pais começarem com as tentativas.

Uma destas tentativas de melhorar o sono das crianças é a cama compartilhada.

Sei que é um assunto polêmico, controverso e nunca iria julgar as famílias que têm esse comportamento. É verdade que dormir pertinho do bebê traz tranquilidade, facilidade na amamentação, diminui o cansaço porque os pais não precisam levantar diversas vezes a noite para atender o bebê. Mas será que é uma prática realmente segura?

Um estudo publicado pelo periódico americano Pediatrics mostrou que a morte de berço está muito ligada à cama compartilhada, especialmente para crianças de 0 a 3 meses. Neste estudo foram analisadas 8207 mortes de bebês com menos de um ano. 70% estavam dormindo com um adulto quando infelizmente faleceu. Além da cama compartilhada, outro fator de grande risco é a posição da criança (sempre devemos colocar o bebê para dormir de barriga para cima).

Existem diversos outros estudos relacionando a falta de segurança para o bebê na cama compartilhada. As principais causas são sufocamento e superaquecimento. Obviamente não é só a cama compartilhada que aumenta o risco da SIDS, e podemos falar sobre os outros fatores em um próximo post.

Por estes motivos, como especialista em sono infantil, minha sugestão é sempre de não praticar, por questões de segurança. Lugar de criança dormir é no berço. Outras superfícies como sofás, redes ou o mesmo colchão dos pais, não oferecem a segurança que eles precisam.

Entretanto, compartilhar o quarto é uma ótima alternativa para pais e bebês. Recomendamos fortemente que até os 6 meses as crianças durmam no mesmo quarto que os pais, para que o sono seja vigiado e a amamentação facilitada e mantida durante a madrugada. Saber que o bebê está pertinho, é algo bem reconfortante e seguro para as famílias. Se o bebê precisar, a mãe estará do lado e as maratonas durante a madrugada serão evitadas.

Comments

  1. Heliomar says:

    Aqui em casa compartilhamos o quarto, pois tínhamos apenas um,á medida que a casa foi aumentando e a família tbm,eu coloca os maiores em outro quarto (com bastante segurança)e o bb ficava no quarto comigo,em um berço,por fim,já estavam estavam os três juntos,no mesmo quarto,achei que foi legal!Mas mesmo eles com mais de três, quatro anos,pediam pra dormir no quarto, hj minha filha com 26 anos,pega o colchão, coloca no chão do meu lado e compartilha o quarto comigo e o pai,gosto desse tipo de convivência!

  2. Sheila Nascimento says:

    Aqui a cama compartilhada foi em noites muito turbulentas mais assim que ele dormia profundamente eu já colocava na cama dele… Na maternidade me colocaram um medo absurdo que a gente ia esmagar nosso filho, que ficamos aterrorizados

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